Sinopse
«Que fazer (com a História), como aquilatar o nosso passado?» Os Escravos na ONU, de José Pimentel Teixeira, surge na sequência da aprovação da «declaração do tráfico de africanos escravizados e da escravização racializada de africanos como o mais grave crime contra a humanidade» pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclama os portugueses como os pioneiros e campeões do «maior crime» histórico. Em resposta, José Pimentel Teixeira fala-nos da confluência das múltiplas dinâmicas, nacionais e internacionais, que compuseram o tráfico escravista, conduzindo o leitor pela história da época e pelo contexto político internacional, assim como pelos componentes ideológicas que sustentam a actual posição da ONU. Abordando igualmente outras realidades escravistas históricas, por forma a discernir da justeza da argumentação da ONU centrada apenas no sistema transatlântico, a obra lança ao mesmo tempo um olhar sobre a participação das sociedades africanas no escravismo em África. Neste Os Escravos na ONU, o autor mostra as várias formas de abordar a questão do escravismo, incluindo o das vias possíveis para o ensino desta matéria histórica.